Walter Scott´s Waverley distorted translation by the Brazilian Romanticism: the case of Caetano Lopes de Moura

Marcos Flamínio Peres

Resumo


Primeiro tradutor brasileiro de Walter Scott, o médico baiano radicado em Paris Caetano Lopes de Moura, partiu tanto da obra original ro romancista escocês quanto da versão em francês de Auguste-Jean-Baptiste Defauconpret para levar a cabo sua própria tradução de Waverley (1814), lançada em Paris em 1844, pela Aillaud. A versão para o francês - "língua franca" para a cultura do século XIX, conforme aponta Pascale Casanova - foi responsável por legitimar a influência de Scott em âmbitos continental - de que são exemplos as obras de Honoré de Balzac, Victor Hugo, Alessandro Manzoni e Alexandre Herculano - e mundial - como se vê no norte-americano Fenimore Cooper e no brasileiro José de Alencar. No entanto, Lopes de MOura se distancia tanto do original em inglês quanto da tradução francesa ao produzir uma versão bastante particular de Waverley, esvaziando uma de suas premissas centrais, que é a crítica contumaz da convenção romanesca. Isso se nota, por exemplo, na supressão do fundamental capítulo I, que faz a crítica dos romances de cavalaria. Seria tal versão enviesada, que subverte completamente o papel que Scott atribui ao herói na dinâmica narrativa, que os nossos escritores românticos leriam, em especial Alencar.

Palavras-chave


Walter Scott. Waverley. Caetano Lopes de Moura. Romance

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Revista Brasileira de Literatura Comparada, ISSN 0103-6963

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