OUSAR DIZER A “VERDADE” SOBRE O PRÓPRIO GÊNERO (APESAR DA CIS-HETERONORMA): QUESTÕES TECNOLÓGICAS E NORMATIVAS PARA DIZER-A-VERDADE-SOBRE-SI DE SUJEITOS TRANSGÊNEROS

Sérgio Rodrigo da Silva Ferreira

Resumo


O que custa dizer a verdade? Neste artigo discutimos o processo de se afirmar enquanto sujeito transgênero tendo em vista as possibilidades tecnológicas (médicas, de escrita, de comunicação) e normativas de cada período histórico e cultural. Ao considerar o dizer-a-verdade-sobre-si, é preciso levar em conta os modos como o regime de verdade atua sobre os sujeitos, ora afirmando sobre suas subjetividades por saberes avalizados, ora pelos modos como individualmente faz ressoar tais verdades sobre suas experiências de vida, os movendo a inventar modos de vivenciá-la, reafirmando ou subvertendo tecnologias e discursos. Na primeira parte, discutimos o atravessamento das tecnologias na ação de dizer-a-verdade-sobre-si de sujeitos trans e, na segunda, a influência da normatividade de gênero nos regimes de verdade, arguindo favoravelmente ao uso do termo “transgênero” por centrar-se nas relações de poder gendradas.

Palavras-chave


subjetividade; gênero; transgeneridade; escrita de si; tecnologias digitais

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Revista Brasileira de Literatura Comparada, ISSN 0103-6963, ISSN 2596-304X (on line)

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