POESIA E TRANSPOÉTICA NAS PERFORMANCES DA EU LÍRICA DOS POEMAS DE JOY LADIN

Natália Salomé Poubel, Vinícius Carvalho Pereira

Resumo


Diante das inúmeras possibilidades de performances de gênero na linguagem, discutimos, neste artigo, a obra da escritora norte-americana Joy Ladin, mulher trans, judia, poetisa premiada e professora universitária, em cuja escrita observamos uma constante reelaboração do performar-se mulher, num continuum feminino. Na leitura dos poemas “It Like Me”, “The Poem and Me” e “Not Unlike” (Ladin, 2017), atentamos para a ocorrência do que a própria autora chama de trans poética e adotamos diferentes noções da teoria literária feminista e dos estudos de gênero, com destaque para o conceito de eu lírica (Poubel, 2020). Nessa discussão, entendemos a escrita como espaço para acolher e expressar identidades que não são estáveis e nem semelhantes, demonstrando como as performances das eu líricas na poesia de Joy Ladin podem moldar variadas mulheres – autoproclamadas mulheres – no discurso e, a partir disto, mudar a direção na qual estas são vistas dentro e fora da linguagem.


Palavras-chave


Joy Ladin; trans poética; eu lírica; performances de gênero; continuum feminino.

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