O KITSCH COMO UM MAL ÉTICO: OBSERVAÇÕES SOBRE O ANTAGONISMO ESTÉTICO NA LITERATURA DE GLAUCO MATTOSO

Ana Paula Aparecida Caixeta

Resumo


O espaço ocupado pela literatura se vale da estética na busca por questões da forma e do conteúdo, com destaque pela linguagem que ali opera. Em Glauco Mattoso, sua obra é composta por discursos que evidenciam a escatologia, enquanto excremento, ao passo que a preocupação com o processo de criação, os temas transgressores e a recepção impactante de seus textos ampliam perspectivas de seu antagonismo. Neste caso, marcado por uma estética contrária às definições de kitsch, em que a escolha do escritor não é uma felicidade sensorial ou uma literatura agradável, suas etapas processuais transitam pela contramão, indo ao encontro da abjeção e do politicamente incorreto, muitas vezes eticamente condenável, mas esteticamente compreensível como denunciador de questões da condição humana. Para dar conta dessa discussão, a escolha de análise busca amparo no norteamento da Epistemologia do Romance, que conduz a pesquisa literária por três vieses, um deles, a estética.


Palavras-chave


Glauco Mattoso; Estética; Kitsch; Epistemologia do Romance

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Brasileira de Literatura Comparada, ISSN 0103-6963

Licença Creative Commons
Esta revista utiliza uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.