Ao portador, aos portadores

Ao portador, aos portadores

Celia Pedrosa[1]

[1] Universidade Federal Fluminense


RESUMO:

Recordando Antonio Candido.

Palavras chaves: Antonio Candido


ABSTRACT:

Remembering Antonio Candido.

Key-words:Antonio Candido


“A certa altura da vida, vai ficando possível dar balanço no passado sem cair em autocomplacência, porque o nosso testemunho se torna registro da experiência de muitos, de todos que, pertencendo ao que se chama uma geração, julgam-se a princípio diferentes uns dos outros, mas vão ficando aos poucos tão iguais, que acabam desaparecendo como indivíduos para se dissolverem nas características gerais de sua época”.

Começo por uma citação essa minha fala, desde logo explicitando sua condição de recomeço,  comum a toda fala que se quer  tanto mais potente quanto mais se reconhece  parte e efeito de um coro de vozes  as mais  distintas. Recomeço então invocando as palavras com que Antonio Candido, por sua vez, definiu seu trabalho como parte do trabalho de uma geração, ambos marcados pela reflexão de três mestres – Gilberto Freyre, Caio Prado Jr. e Sérgio Buarque de Holanda. Essas palavras, de memória e homenagem, servem de abertura ao texto “Raízes do Brasil”, que escreve como Prefácio ao clássico livro de Sérgio Buarque[2].Nele vai apontar a contribuição para o redimensionamento das bases formativas da cultura brasileira, enfatizando a capacidade de mobilizar uma metodologia dos contrários por meio de uma composição ambulante, simultaneamente rigorosa e digressiva, capaz de articular psicologia e história social. 

Tentando mais uma vez seguir  seu exemplo – e agradecendo à direção da ABRALIC essa honrosa  oportunidade – empreendo, com essa minha fala, e a essa altura da vida,  a tentativa  difícil, e sempre   por terminar,  de unir  não apenas duas, mas várias de  suas pontas   – conforme a inesquecível lição de leitura das  narrativas de Machado de Assis, há muito tempo recebida, pela primeira vez,   dos professores Ivo Barbieri e Dirce Riedel, cujas vozes ouço  ressoar ainda, aqui e agora, outra vez , nessa para mim tão antiga e sempre tão nova Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Os ecos, incontáveis, dessa lição vem reverberando no caminho das letras seguido por várias gerações. A mim, ela conduziu ao encontro do magistério desafiador de Silviano Santiago, que orientou o mestrado e o doutorado que cursei na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. 

Entre inúmeras outras ofertas de aprendizado e amizade, recebi dele aquela que justifica minha presença nessa homenagem: a orientação de minha tese de doutorado sobre Antonio Candido e,  mais que a orientação, a definição mesma do seu tema e, mais ainda, a  indicação de um precioso detalhe, que de detalhes sempre se  trata na busca de um modo de ler e escrever atento aos movimentos sutis e imprevistos  da voz, do discurso e do sentido. Refiro-me aqui à sugestão da epígrafe por meio da qual identifiquei, mais uma vez como recomeço, o começo de meu trabalho. Nela lembrava   versos da “Canção de mim mesmo”, de Walt Whitman: “Eu me contradigo?/Muito bem então eu me contradigo./(Sou vasto, contenho multidões.)"[3]

Minha leitura de Antonio Candido foi assim experiência de descoberta de uma pesquisa crítica e historiográfica distinguida por um duplo valor.  Por um lado a assunção de seu caráter subjetivo, arbitrário, marcado por uma opção estética e política particular que, para evitar todo dogmatismo, buscava se fundamentar no esforço de sistematização e de análise. Por outro, a capacidade de deixar habitar essa subjetividade e esse esforço por diferentes forças que atuavam na composição de sua perspectiva, muitas e muitas vezes contradizendo-a, contradizendo-se – pois, como gostava ele de sublinhar, o contraditório “é o próprio nervo da vida”[4].

Tal capacidade é explicitamente apresentada como pressuposto de leitura, como se sabe, em  dois já emblemáticos textos – o  que serve de  introdução à Formação da literatura brasileira e o de abertura da coletânea Literatura e sociedade – nos quais reivindica os benefícios da articulação entre geral e particular, entre contribuições sociológicas e formalistas, escapando a  dicotomias que há muito  vinham  restringindo os estudos literários[5].  Mas pode ser percebida também, e mais concretamente,  através das formas   de  construção  e abordagem de escritos seus os mais vários: na mistura de convívio e observação, estética e antropologia do  estudo sobre aqueles a quem vai chamar, amorosamente, Os Parceiros do Rio bonito[6];  na valorização simultânea de reflexão filosófica, e experiência do cotidiano, tal como aprendida na Universidade de São Paulo, em depoimento sobre  professores como Jean Maugüé e  Cruz Costa[7]; na  importância ao mesmo tempo afetiva, intelectual  e política atribuída à convivência  familiar e interiorana com uma imigrante italiana, cuja narrativa  vai ocupar espaço significativo e inclusive intitular sua coletânea de ensaios Teresina etc.[8]

Assim, pode-se considerar que seu trabalho crítico e historiográfico está intrinsecamente associado à produção de uma escrita ensaística – o ensaio representando o modo de pensamento e discurso  que ele inclusive vai definir como o mais singularmente característico da vida intelectual brasileira. E isso na medida em  que consistiria numa rica e paradoxal consequência de nossa organização social e intelectual incipiente, ainda carente de especializações e distinções disciplinares, metodológicas   e funcionais – motivadora por isso de sua forma híbrida, flutuante, como vai apontar no texto  sobre Sérgio Buarque de Holanda, mas também no que dedica a Sérgio Milliet, “O Ato crítico”[9], ou, mais genericamente, na análise  que desenvolve sobre “Literatura e cultura de 1900 a 1945”[10].

Nesse sentido, para avaliar o alcance que tiveram e poderão continuar tendo suas leituras, há que perceber como seu empenho de organização de dados e definição de conceitos, sob a modulação ensaística, abriu espaço também para uma significativa diversidade de temas e questões. Sempre pronta a mobilizar novas avaliações e adquirir assim novas contemporaneidades, a cada redescoberta de inflexões e detalhes, essa diversidade pode ser aqui apenas precariamente evocada.  Lembro então como o olhar cuidadoso e sensível de Antonio Candido soube avaliar tanto o entusiasmo romântico quanto a racionalidade neoclássica, em sua aproximação e distanciamento enxergando uma instigante trama de práticas ao mesmo tempo estéticas, políticas e pedagógicas, e possibilitando a crítica tanto da racionalidade iluminista quanto do empenho nacional dela decorrente. Ou o  modo como  analisou Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Oswald de Andrade e  cunhou nosso cânone literário moderno pautado na ironia, na concisão e no humor críticos, sem deixar de valorizar, no entanto,   a força da fé simbolista de  Cruz e Souza[11], a longa e angustiada meditação de extração romântica de Mário de Andrade[12]; ou, em Vinicius de Morais, o feito de “trazer para a casa da poesia [...] essa matéria que anda dispersa na prosa de Rubem Braga, nalgum lamento de Orlando Silva, no gesto simples de cada um”[13].

Lembre-se ainda como sua ênfase nas relações entre literatura e vida social, em tempos de dogmatismo sociológico, não o impediu de mobilizar questões e conceitos inquietantes. Foi por isso capaz de relativizar e enriquecer a tradição de leitura realista de nosso romance, enfatizando, por exemplo, a   política da malandragem, ainda no século XIX de Manuel Antônio de Almeida[14], ou a intrincada trama de ficção e confissão dos bichos subterrâneos descobertos no “romance nordestino” de Graciliano Ramos[15]. Também antecipando a importância hoje atribuída à história “ao rés-do-chão”, tal como apresentada em gênero pouco valorizado como até então era a crônica[16]. E ainda enxergando o alcance do que chamou de aventura do cotidiano no primeiro romance de Clarice Lispector, enfocado por ele como performance cujas qualidade e intensidade permitiam deixar em segundo plano o critério canônico de “grande obra”:

A descoberta do quotidiano é uma aventura sempre possível, e o seu milagre, uma transfiguração que abre caminho para mundos novos. As telefonistas de Proust – transformadas em divindades fatais – o corvo de Poe, os objetos de Hoffmann, o sanduíche de Harpo Marx são outros tantos processos de protestar contra o ramerrão, o hábito, a deformação profissional causada pelos sentidos mecanizados. A sra. Clarice Lispector aceita a provocação das coisas à sua sensibilidade e procura recriar um mundo partindo de suas próprias emoções, da sua própria interpretação[17].

Como se percebe também nessa citação, na perspectiva aberta de Candido, e afetando intensamente seu modo de compreensão da cultura brasileira, sempre houve espaço para a leitura de autores estrangeiros – e não só literários - também eles responsáveis pela multiplicação de estranhas formas de realismo e subjetivação:  Proust, seu autor predileto, Poe, Hoffmann, Harpo Marx, mas também Rimbaud, Kafka, André Gide, Pound, Eliot, Leopardi. Talvez todo esse movimento possa ser aqui representado pela articulação de dois textos pequenos mas bem significativos. Eles foram escritos numa fase em que    tentava conciliar   a reflexão desenvolvida na universitária - onde se trabalhava lentamente, pedra sobre pedra, como um operário, conforme definiu Mário de Andrade no texto “A Elegia de abril”[18]  escrito em homenagem à então jovem geração de Candido, – com a militante “brigada ligeira”, conforme chamou seus artigos de circunstância publicados em jornal como crítica de rodapé[19].

O primeiro, intitulado “O grouxismo”, aparece em 1941, na revista Clima, acima mencionada. Nele, numa época marcada por severas polarizações ideológicas e pela busca de legitimação científica dos estudos sobre arte, filosofia e cultura, Candido vai questionar a obediência a doutrinas já solidificadas.  E irreverentemente convocar, como exemplo de novo heroísmo a ser seguido, a produção cinematográfica de um inesperado Marx, Grouxo Marx, que equipara a Lenin e a Freud em importância-  mostrando mais uma vez sua preocupação em associar valores estéticos, sociais e psicológicos. Na obra de Grouxo vai valorizar justo a capacidade de, abstendo-se de querer destruir sistemas,  seguir modelos sócio-históricos e inaugurar utopias, atuar, ao contrário, com otimismo e criatividade desde dentro do que deseja transformar. Essa atitude ele vê performatizada na famosa cena da cabine do filme “Uma noite na ópera”, em cujo interior, em princípio exíguo, Grouxo faz caber uma quantidade insuspeitada de personagens as mais diversas.

O nosso tempo está cheio de credos novos. Entre os seus inumeráveis pregadores, entretanto, poucos tem a profundidade e a inspiração de Grouxo Marx. Por isso é que o grouxismo aí está, a conquistar adeptos dia a dia, numa evidente demonstração de vitalidade. A força de seu criador vem menos das prédicas que da ação. Grouxo não tem um corpo de doutrina organizado, nem tão pouco o gosto da parábola. É agindo que dá o exemplo e arrasta os adeptos. Só usa das palavras como acompanhamento obediente das atitudes...[20]

Não seria arbitrário aqui relacionar essa valorização da alegria irreverente de Grouxo Marx e a da malandragem do sargento de milícias de Manuel Antônio de Almeida, considerando ambos agentes de um semelhante “movimento entre a ordem e a desordem”, que o crítico identificou no segundo. Do mesmo modo pode ser considerada sua opção profissional, reflexiva, ensaística e docente, que ele caracteriza pela preocupação em ser “do contra”, mas desenvolvida, como a de “aprendiz de feiticeiro”, contraditoriamente, a partir e no interior mesmo de um espaço, como o da recém-criada Universidade de São Paulo, concebida para legitimar e alimentar, pela modernização científica associada ao culto à tradição erudita, o poder de nossa elite burguesa[21].

Esse movimento se concretizaria aí por meio da constante e explícita preocupação com as relações dinâmicas entre teoria e prática, equivalente à preocupação de Grouxo com as relações entre palavra e ação. É por isso que, revendo sua trajetória, na entrevista já referida, Candido relativiza a condição de teórico, contrapondo-lhe a de “crítico literário que ensina teoria”, decorrente de “sua tendência para o concreto e para as situações como se apresentam”[22] – tendência que ressaltara como lição dos filósofos-professores com quem conviveu na Universidade de São Paulo.

Não se deve confundir essa relativização de uma “identidade teórica” com a defesa de qualquer impressionismo crítico ou mecanicismo metodológico, nem com a sempre atualizada e simplista associação de cunho populista da reflexão teórica a elitismo. Desde cedo, Candido se esquiva dessa armadilha ideológica, defendendo a importância de toda pesquisa científica e artística, e distinguindo o que, por mecanismos históricos de discriminação, se tornou “de elite”, daquilo que se pretende manter discricionariamente direcionado “para a elite”[23].  A vinculação do trabalho teórico ao de crítica e docência de literatura decorre antes do empenho de sempre “pensar em movimento”. 

Isso fica claro com a leitura do segundo texto referido.  Intitulado “O Portador”, foi publicado em 1946 e, também de forma intempestiva, face às ortodoxias do momento, dedicava-se a exaltar o valor intelectual e político da filosofia nietszcheana. Assim, de modo bastante irreverente para um historiador de formação iluminista, convoca o filósofo que se dedicou à crítica da noção de verdade histórica e ao elogio da paixão dos valores. Sobre ele, Candido afirma:

Há, com efeito, seres portadores, que podemos ou não encontrar, na existência cotidiana e nas leituras que subjugam o espírito. [...] Os valores que trazem, eminentemente radioativos, nos trespassam, deixam translúcidos e não raro prontos para os raros heroísmos do ato e do pensamento. Geralmente, ficamos ofuscados um instante quando os vemos e, sem força para os receber, tergiversamos e nos desviamos deles. [..]Mas na vida, só sentimos a realidade dos valores a que tendemos, ou que pressentimos, quando nos pomos em contacto com certos intermediários, cuja função é encarná-los, como portadores que são.”[24]

Essa apresentação do ser portador, por seu uso pluralizado, associado a um nós genérico, coletivizante, dá concretude discursiva à potência disseminadora do saber como gesto cuja singularidade residiria na capacidade de exercer função intermediária. Pois, como a filosofia nitzccheana, que Candido relembra, ela pressupõe que todo homem pode e deve obter a si mesmo, porque “Todos nós temos laços e afinidades que nos ligam ao santo, assim como um parentesco espiritual nos vincula ao filósofo, ao artista”, para cuja realização “todos necessitam constantemente de parteiras”[25].  Como se sabe, Nietzsche associa a potência dessa ação parteira   também à do andarilho e à do dançarino – todas servindo a uma compreensão do saber como nascimento constante, em que começo supõe recomeço, recusando todo finalismo teleológico.  Antonio Candido recupera todas – lembremos o elogio ao discurso ambulante de Sérgio Buarque de Holanda, à ondulação flutuante do ensaísmo de Sérgio Milliet, e mesmo sua reivindicação de uma crítica viva” como uma aventura do espírito, como um dos pressupostos de sua pesquisa histórica[26].

Mas importa aqui ressaltar, finalizando que, para Candido, essa potência portadora do pensamento filosófico e do ensaísmo crítico, é compreendida também eminentemente como efeito de um gesto de educador. Nesse sentido é que para ele, a ação parteira do pensamento que se move, em nosso tempo, exigiria a recuperação do “ser docente, no sentido ontológico e ético” – recuperação exercitada por ele tanto através da reflexão teórica, da leitura crítica, do convívio cotidiano em sala de aula, que não abandona até a aposentadoria, quanto na luta empreendida por associações políticas de professores[27].

Por isso, através dessa rememoração de suas palavras e práticas  homenageio  Antonio Candido como portador,  e, junto com ele,  todos os que como ele, e especialmente aqui, agora, na UERJ,  neste momento tão difícil e tão desafiante para a universidade pública brasileira, continuam acreditando possível e importante ser professor e portador,  ensinando a si mesmo e a cada um e a todos a capacidade de ser um portador. 

REFERÊNCIAS

ANTELO, Raúl. Antonio Candido y lós estudios latinoamericanos. Pittsburgh: Universidad de Pittsburgh/Instituto Internacional de literatura Iberoamericana,  2001.

ANDRADE, Mário. Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, 1974.

CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. 3. Ed. São Paulo: Martins, 1969.

-----. Literatura e sociedade. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1980.

-----. Brigada Ligeira e outros escritos. São Paulo: EdUNESP, 1992.

-----. A Educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987.

-----. O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1993.

----. Tese e antítese. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1964.

-----. Recortes. São Paulo: Cia. Das Letras, 1995.

-----. “Nota da redação”. In Revista Clima, nº 12, abril de 1943.

-----. “Professor, escola e associações docentes”. In Almanaque – Cadernos de literatura e ensaio, nº 11, São Paulo, 1980.

WHITMAN,Walt. Folhas de relva. Edição bilíngue, tradução e posfácio de Rodrigo Garcia Lopes. São Paulo: Iluminuras, 2005.


Notas

[2] Publicado como Prefácio à 5ª edição do livro, em 1969, o texto foi integrado à coletânea de ensaios Teresina etc. CANDIDO, Paz e Terra, 1980.

[3] In Folhas de relva. Edição bilíngue, tradução e posfácio de Rodrigo Garcia Lopes. Ed. Iluminuras, São Paulo, 2005,

[4] Cf. “3. Pressupostos”. Introdução a Formação da Literatura Brasileira. São Paulo: Martins, 3. ed, p.31.

[5]  Op. Cit. e “Crítica e sociologia”, In Literatura e sociedade. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1980.

[6] São Paulo: Duas Cidades, 1979.

[7] Cf.  Entrevista à Revista Trans/Form/Ação, FFCL de Assis/SP nº 1, 1979, incluída na coletânea Brigada Ligeira e outros escritos. São Paulo, EdUNESP, 1992

[8] Op. Cit. ,p.11-80

[9] In A Educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987.

[10] In Literatura e sociedade. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1980.

[11] Cf. “Literatura e cultura de 1900 a 1945”.

[12] Cf. “O poeta itinerante”.  In O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1993

[13] Cf. “Vinicius”. In Brigada ligeira.São Paulo: EdUNESP, 1992.

[14] Cf. “Dialética da malandragem”. In O discurso e a cidade. 

[15] Cf. “os bichos do subterrâneo”. In Tese e antítese. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1964.

[16] Cf. “A vida ao rés-do-chão”. In Recortes. São Paulo: Cia. Das Letras, 1995.

[17] Publicado pela primeira vez em 1943, o texto sobre Clarice, “Uma tentativa de renovação”,  foi recolhido na já referida coletânea  Brigada Ligeira e outros ensaios.

[18] In ANDRADE, Mário. Aspectos da literatura brasileira. São Paulo, Martins, 1974. O texto foi publicado originalmente no primeiro número da revista Clima, que  Candido e seu grupo começaram a organizar em 1941.

[19] .Textos reunidos no volume já referido que leva esse nome.

[20]  In revista Clima, nº 3, agosto de 1941. O tema do grouxismo na crítica de Candido foi por mim desenvolvido no texto “Crítica e grouxismo”, publicado em  ANTELO, Raúl. Antonio Candido y lós estudios latinoamericanos. Pittsburgh: Universidad de Pittsburgh/Instituto Internacional de literatura Iberoamericana,  2001.

[21] Cf. a entrevista à  Revista Trans-Form-Ação. In Brigada Ligeira, p.236

[22] Idem, p.232.

[23] Cf. “Nota da redação”. In Revista Clima, nº12, abril de 1943.

[25] NIETZSCHE, F, “considerações intempestivas”, apud CANDIDO, “O Portador”, in Brigada Ligeira. p.201

[26] Cf. “ O terreno e as atitudes críticas”, In Introdução a Formação da Literatura Brasileira, p.32-33.

[27] Cf. “Professor, escola e associações docentes”. In Almanaque – Cadernos de literatura e ensaio nº 11. São Paulo, 1980.

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