Introdução

Introdução

Rogério Lima[1]

[1] Professor da Universidade de Brasília.


O XV Congresso da ABRALIC, realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com o tema Textualidades contemporâneas, foi um grande sucesso em 2017. Neste número, organizado por mim, entre outras coisas, trazemos para o leitor da Revista Brasileira de Literatura Comparada uma amostra significativa de textos selecionados daquele evento.

Será possível: ter acesso à análise de Saulo Neiva sobre os impasses atuais dos estudos literários, bem como à sua proposta de reflexão sobre os seus futuros possíveis desses estudos;  rever os argumentos apresentados na mesa sobre os desafios e perspectivas da Literatura Comparada, pelos professores Helena Buescu, Zhang Longxi e José Luís Jobim; retomar as discussões da mesa sobre ensino de literatura, no artigo de Nabil Araújo; rever a homenagem a Antonio Candido, falecido em 12 de maio deste ano, nas palavras de Celia Pedrosa, ou o breve e belo ensaio do homenageado Silviano Santiago sobre o saber-vagalume, assim definido, em suas palavras: “O saber-vagalume é, muitas vezes, um não-saber, e é sempre um saber clandestino, intempestivo, incômodo e hieroglífico. Enriquece-se com realidades constantemente submetidas à censura, à tortura e à morte.”

Só isto já seria suficiente, mas há ainda outros artigos relevantes, como o de Rita Godet, sobre mobilidades culturais ameríndias, paisagens urbanas e memória em autoras contemporâneas, e o de Joana Muylaert, sobre a relação entre literatura e história, tema sempre candente e atual.

Para os estudiosos da evolução do comparatismo no Brasil, há dois textos importantes, um sobre o decano de nossos comparatistas, Antonio Candido, recentemente falecido, e outro de nosso colega Eduardo Coutinho.
Sobre a obra e a figura humana de Antonio Candido, trazemos a palavra de Celia Pedrosa, autora de livro considerado por ele como fundamental para a compreensão de seu trabalho, Antonio Candido: A Palavra Empenhada (EDUSP/EDUFF, 1995), em mesa que homenageou o grande mestre de todos, no nosso XV Congresso.

Publicamos também o depoimento de nosso colega Eduardo Coutinho, detentor do prêmio Tânia Franco Carvalhal da ABRALIC para o conjunto de sua contribuição à Literatura Comparada no Brasil e um dos fundadores da ABRALIC. Trata-se do discurso proferido em 6 de dezembro de 2017, na ocasião em que recebeu da Universidade Federal do Rio de Janeiro o merecidíssimo título de Professor Emérito, no qual fez um retrospecto de sua longa carreira, e nos deu um quadro também da introdução da disciplina em nosso meio universitário e da fundação de nossa Associação Brasileira de Literatura Comparada.

 

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